{"id":957,"date":"2025-07-03T14:44:34","date_gmt":"2025-07-03T14:44:34","guid":{"rendered":"https:\/\/glennruscoe.physio\/newswebsite2\/2025\/07\/03\/uma-revisao-sistematica-constatou-que-o-treinamento-resistido-melhora-a-velocidade-de-caminhada-em-pessoas-com-esclerose-multipla\/"},"modified":"2025-07-03T14:44:34","modified_gmt":"2025-07-03T14:44:34","slug":"uma-revisao-sistematica-constatou-que-o-treinamento-resistido-melhora-a-velocidade-de-caminhada-em-pessoas-com-esclerose-multipla","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glennruscoe.physio\/newswebsite2\/2025\/07\/03\/uma-revisao-sistematica-constatou-que-o-treinamento-resistido-melhora-a-velocidade-de-caminhada-em-pessoas-com-esclerose-multipla\/","title":{"rendered":"Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica constatou que o treinamento resistido melhora a velocidade de caminhada em pessoas com esclerose m\u00faltipla."},"content":{"rendered":"<div class=\"wprt-container\">\n<p>Indiv\u00edduos com esclerose m\u00faltipla (EM) frequentemente apresentam fraqueza muscular, fadiga, ataxia e comprometimento do equil\u00edbrio. Isso pode, muitas vezes, contribuir negativamente para sua capacidade de caminhar, especialmente para a velocidade. Esta revis\u00e3o sistem\u00e1tica teve como objetivo investigar os efeitos do treinamento resistido de membros inferiores na velocidade de caminhada em indiv\u00edduos com EM.<\/p>\n<p>Sete bases de dados foram pesquisadas para ensaios cl\u00ednicos randomizados (ECRs) publicados em ingl\u00eas. As bases de dados inclu\u00edram CINAHL, Medline, The Allied and Complimentary Medicine Database, Web of Science, Physiotherapy Evidence Database (PEDro), PsycINFO e Sports Medicine and Education Index. Os textos completos dos artigos foram avaliados por dois revisores e as discord\u00e2ncias resolvidas por um terceiro revisor. Os estudos eleg\u00edveis inclu\u00edram pessoas com idade \u2265 18 anos com diagn\u00f3stico de EM (dura\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, fen\u00f3tipo da EM e n\u00edvel de defici\u00eancia foram desconsiderados), interven\u00e7\u00f5es de treinamento de resist\u00eancia para os membros inferiores (com ou sem supervis\u00e3o, independentemente da dura\u00e7\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o ou frequ\u00eancia da sess\u00e3o de treinamento, dura\u00e7\u00e3o, intensidade, volume) e os desfechos inclu\u00edram uma ou mais medidas objetivas de velocidade de caminhada. O treinamento de resist\u00eancia foi qualquer tipo de exerc\u00edcio usando uma quantidade vari\u00e1vel de resist\u00eancia externa conclu\u00edda em uma ou mais s\u00e9ries de um certo n\u00famero de repeti\u00e7\u00f5es. Os estudos exclu\u00eddos foram interven\u00e7\u00f5es que combinaram treinamento de resist\u00eancia com outras interven\u00e7\u00f5es, desfechos de mobilidade funcional geral (por exemplo, teste Timed Up and Go). O comparador foi o controle ativo (hatha yoga, exerc\u00edcios de mobilidade, treinamento neurofuncional domiciliar, treinamento de equil\u00edbrio e controle motor, treinamento de resist\u00eancia em circuito) ou controle sem interven\u00e7\u00e3o. O desfecho foi a velocidade de caminhada, medida por testes de caminhada padronizados. A qualidade metodol\u00f3gica dos estudos inclu\u00eddos foi avaliada utilizando a escala PEDro para ECRs, avaliada independentemente por dois revisores, e quaisquer discord\u00e2ncias foram resolvidas por um terceiro revisor.<\/p>\n<p>Doze estudos, envolvendo 425 participantes foram inclu\u00eddos. A Escala Expandida de Status de Incapacidade foi usada para avaliar a incapacidade, variando de 1,0 a 6,0, indicando incapacidade leve a moderada. Dos estudos que relataram fen\u00f3tipos de EM, 322 tinham EM recorrente-remitente, 35 tinham EM progressiva secund\u00e1ria e 22 tinham EM progressiva prim\u00e1ria. Seis estudos recrutaram apenas participantes com EM recorrente-remitente. De todos os participantes, 180 participantes receberam treinamento de resist\u00eancia, 139 participantes n\u00e3o receberam interven\u00e7\u00f5es e 85 participantes receberam um controle ativo. Em todos os estudos, cinco medidas de desfecho foram usadas: Teste de Caminhada de 10 Metros (10MWT), Teste de Caminhada Cronometrada de 25 P\u00e9s (T25FWT), Teste de Caminhada de 50 Metros (50MWT), Teste de Caminhada de 2 Minutos (2MWT), Teste de Caminhada de 6 Minutos (6MWT). Sete artigos inclu\u00edram exerc\u00edcios para a parte inferior do corpo, quatro artigos inclu\u00edram exerc\u00edcios para a parte superior e inferior do corpo, dos quais dois estudos tamb\u00e9m inclu\u00edram exerc\u00edcios para o core. Um estudo comparou um programa de treinamento de resist\u00eancia conc\u00eantrica de alta intensidade dos m\u00fasculos dorsiflexores do tornozelo menos afetados\/fortes com um programa de treinamento dos m\u00fasculos dorsiflexores do tornozelo mais afetados\/fracos. A qualidade metodol\u00f3gica dos ensaios variou de 3 a 8 na escala PEDro.<\/p>\n<p>Dos 12 estudos, oito encontraram melhora intragrupo no efeito do treinamento de resist\u00eancia em pelo menos uma medida da velocidade da caminhada. Seis estudos compararam os efeitos do treinamento de resist\u00eancia com controles sem interven\u00e7\u00e3o, mas apenas um estudo encontrou diferen\u00e7a significativa entre os grupos ap\u00f3s a interven\u00e7\u00e3o, favorecendo o grupo de treinamento de resist\u00eancia. Nenhum estudo encontrou mudan\u00e7as significativas entre os grupos favorecendo o grupo de treinamento de resist\u00eancia em compara\u00e7\u00e3o com o grupo de controle ativo. Sete estudos que compararam os efeitos do treinamento de resist\u00eancia com controles sem interven\u00e7\u00e3o foram inclu\u00eddos em uma meta-an\u00e1lise. Quando os resultados foram agrupados em um modelo de efeitos aleat\u00f3rios, observou-se uma melhora significativa na velocidade de caminhada de 0,10 m\/s (IC 95% 0,01 a 0,19), favorecendo a interven\u00e7\u00e3o (p &lt; 0,05 com alta heterogeneidade (I2 = 83%). Como resultado, uma an\u00e1lise de sensibilidade envolvendo resultados de testes de caminhada curta (TC10M, T25FWT, TC50M) mostrou um efeito geral maior na velocidade de caminhada (0,13 m\/s, IC 95% 0,04 a 0,23, p &lt; 0,05). Comparativamente, os resultados de testes de caminhada mais longos (TC2M, TC6M) mostraram uma melhora menor na velocidade de caminhada (0,09 m\/s, IC 95% 0,01 a 0,17, p &lt; 0,05).<\/p>\n<p>O treinamento resistido melhora a velocidade de caminhada em compara\u00e7\u00e3o com o controle ativo e os controles sem interven\u00e7\u00e3o entre pessoas com EM.<\/p>\n\n<p>McManaman, C., Novak, B., Paul, L., &amp; Rooney, S. (2025). Changes in walking speed following resistance training in people with multiple sclerosis: A systematic review and meta-analysis. <em>PM &amp; R : the journal of injury, function, and rehabilitation<\/em>, 17(2), 222\u2013237. https:\/\/doi.org\/10.1002\/pmrj.13255<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/search.pedro.org.au\/search-results\/record-detail\/79628\">Leia mais.<\/a><\/p>\n<\/div>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/pedro.org.au\/portuguese\/revisoes-sistematicas\/uma-revisao-sistematica-constatou-que-o-treinamento-resistido-melhora-a-velocidade-de-caminhada-em-pessoas-com-esclerose-multipla\/\">Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica constatou que o treinamento resistido melhora a velocidade de caminhada em pessoas com esclerose m\u00faltipla.<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/pedro.org.au\/\">PEDro<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Indiv\u00edduos com esclerose m\u00faltipla (EM) frequentemente apresentam fraqueza muscular, fadiga, ataxia e comprometimento do equil\u00edbrio. 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