{"id":937,"date":"2025-06-02T13:50:50","date_gmt":"2025-06-02T13:50:50","guid":{"rendered":"https:\/\/glennruscoe.physio\/newswebsite2\/2025\/06\/02\/a-fadiga-relacionada-ao-cancer-e-o-sintoma-mais-comum-e-grave-do-cancer-e-do-seu-tratamento\/"},"modified":"2025-06-02T13:50:50","modified_gmt":"2025-06-02T13:50:50","slug":"a-fadiga-relacionada-ao-cancer-e-o-sintoma-mais-comum-e-grave-do-cancer-e-do-seu-tratamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glennruscoe.physio\/newswebsite2\/2025\/06\/02\/a-fadiga-relacionada-ao-cancer-e-o-sintoma-mais-comum-e-grave-do-cancer-e-do-seu-tratamento\/","title":{"rendered":"A fadiga relacionada ao c\u00e2ncer \u00e9 o sintoma mais comum e grave do c\u00e2ncer e do seu tratamento"},"content":{"rendered":"<div class=\"wprt-container\">\n<p>A fadiga relacionada ao c\u00e2ncer \u00e9 o sintoma mais comum e grave do c\u00e2ncer e do seu tratamento. A preval\u00eancia varia entre 50% e 90% e est\u00e1 associada \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da qualidade de vida. Esta revis\u00e3o sistem\u00e1tica teve como objetivo estimar os efeitos do treinamento cardiovascular, em compara\u00e7\u00e3o com a aus\u00eancia de treinamento, sobre a fadiga e a qualidade de vida em pessoas com c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Foram inclu\u00eddos artigos se fossem ensaios cl\u00ednicos randomizados que avaliaram treinamento cardiovascular em pessoas com c\u00e2ncer, com amostras de pelo menos 20 participantes por grupo, sendo que pelo menos 80% dos participantes deveriam ter 18 anos ou mais, com qualquer tipo e est\u00e1gio de c\u00e2ncer diagnosticado e submetidos a qualquer tipo de terapia antineopl\u00e1sica. A interven\u00e7\u00e3o consistia em pelo menos cinco sess\u00f5es de exerc\u00edcio cardiovascular estruturado (ou seja, treinamento aer\u00f3bico), com instru\u00e7\u00e3o presencial (em pessoa ou por v\u00eddeo). O comparador foi nenhuma interven\u00e7\u00e3o, uma interven\u00e7\u00e3o minimamente ativa (por exemplo, relaxamento muscular progressivo) ou cuidados habituais. Oito bases de dados (incluindo Cochrane Central Register of Controlled Trials, Medline e PEDro), dois registros de ensaios cl\u00ednicos e rastreamento de cita\u00e7\u00f5es foram consultados entre 2003 e 2023. Os desfechos prim\u00e1rios foram fadiga relacionada ao c\u00e2ncer, medida por MFI, FACT-F ou FBI, e qualidade de vida, avaliada por EORTC QLQ-C30 ou FACT-G. Pelo menos dois revisores determinaram de forma independente a elegibilidade dos estudos, extra\u00edram os dados e avaliaram o risco de vi\u00e9s. Diverg\u00eancias foram resolvidas por um terceiro revisor. Os efeitos do tratamento foram quantificados por meio da diferen\u00e7a m\u00e9dia (DM) ou diferen\u00e7a m\u00e9dia padronizada (DMP), ambas com intervalos de confian\u00e7a de 95%. A certeza geral da evid\u00eancia foi avaliada com base no m\u00e9todo GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation).<\/p>\n<p>Foram inclu\u00eddos 23 ensaios (2.135 participantes). O diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer mais frequente foi c\u00e2ncer de mama (57%), seguido por c\u00e2ncer de pulm\u00e3o (7%) e pr\u00f3stata (6%), abrangendo os est\u00e1gios I a IV. Excluindo os estudos de c\u00e2ncer de mama, pr\u00f3stata e test\u00edculo, a propor\u00e7\u00e3o de mulheres variou de 27% a 100%, e a m\u00e9dia de idade variou de 44 a 66 anos. Dez ensaios iniciaram o treinamento cardiovascular durante a terapia antineopl\u00e1sica, 13 ap\u00f3s o t\u00e9rmino da terapia e nenhum antes do in\u00edcio da terapia. Houve ampla varia\u00e7\u00e3o nas prescri\u00e7\u00f5es de exerc\u00edcio, sendo mais comum sess\u00f5es individuais supervisionadas com ciclismo e caminhada em intensidade moderada a alta (variando de baixa a alta), tr\u00eas vezes por semana (variando de uma a cinco vezes), com dura\u00e7\u00e3o do treinamento entre oito e 12 semanas (variando de tr\u00eas a 26 semanas).<\/p>\n<p>Durante a terapia antineopl\u00e1sica, houve evid\u00eancia de certeza moderada de que o treinamento cardiovascular reduz levemente a fadiga relacionada ao c\u00e2ncer no curto prazo, at\u00e9 12 semanas ap\u00f3s a interven\u00e7\u00e3o (6 estudos, 593 participantes; DMP -0,27, IC95% -0,43 a -0,11); e que tem pouco ou nenhum efeito na qualidade de vida (6 estudos, 612 participantes; DMP -0,17, IC95% -0,33 a -0,01). No m\u00e9dio prazo (12 a 26 semanas) e longo prazo (mais de 26 semanas), houve evid\u00eancia de certeza muito baixa de que o treinamento cardiovascular tenha algum efeito sobre a fadiga relacionada ao c\u00e2ncer (1 estudo, 62 participantes; DM 2,67, IC95% -2,58 a 7,92; e 2 estudos, 230 participantes; DMP -0,04, IC95% -0,33 a 0,22, respectivamente) e sobre a qualidade de vida (1 estudo, 62 participantes; DM 6,79, IC95% -4,39 a 17,97; e 2 estudos, 230 participantes; DMP -0,08, IC95% -0,34 a 0,18, respectivamente).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a terapia antineopl\u00e1sica, houve evid\u00eancia de certeza muito baixa de que o treinamento cardiovascular tenha efeito sobre a fadiga relacionada ao c\u00e2ncer (6 estudos, 497 participantes; DMP -0,37, IC95% -0,73 a 0,00) e sobre a qualidade de vida (8 estudos, 642 participantes; DMP -0,27, IC95% -0,54 a 0,01). No longo prazo ap\u00f3s a interven\u00e7\u00e3o (mais de 26 semanas), tamb\u00e9m houve evid\u00eancia de certeza muito baixa de que o treinamento cardiovascular tenha efeito sobre a fadiga (2 estudos, 262 participantes; DMP -0,43, IC95% -0,93 a 0,07) e sobre a qualidade de vida (1 estudo, 201 participantes; DM 3,10, IC95% -1,12 a 7,32).<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o: O treinamento cardiovascular durante a terapia antineopl\u00e1sica reduz levemente a fadiga no curto prazo e tem pouco ou nenhum efeito na qualidade de vida de curto prazo (evid\u00eancia de certeza moderada); os efeitos sobre a fadiga e a qualidade de vida a m\u00e9dio e longo prazo s\u00e3o incertos. Os efeitos do treinamento cardiovascular ap\u00f3s a terapia antineopl\u00e1sica, tanto no curto quanto no longo prazo, tamb\u00e9m permanecem incertos.<\/p>\n<p> Wagner C, Ernst M, Cryns N, Oeser A, Messer S, Wender A, Wiskemann J, Baumann FT, Monsef I, Br\u00f6ckelmann PJ, Holtkamp U, Scherer RW, Mishra S e Skoetz N. Treinamento cardiovascular para fadiga em pessoas com c\u00e2ncer. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2025: Edi\u00e7\u00e3o 2, Art. N\u00ba: CD015517; doi: 10.1002\/14651858.CD015517.<\/p>\n<p> <a href=\"https:\/\/search.pedro.org.au\/search-results\/record-detail\/79428\">Leia mais no PEDro<\/a><\/p>\n\n<\/div>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/pedro.org.au\/portuguese\/cancer-treatment\/\">A fadiga relacionada ao c\u00e2ncer \u00e9 o sintoma mais comum e grave do c\u00e2ncer e do seu tratamento<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/pedro.org.au\/\">PEDro<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fadiga relacionada ao c\u00e2ncer \u00e9 o sintoma mais comum e grave do c\u00e2ncer e do seu tratamento. A preval\u00eancia varia entre 50% e 90% e est\u00e1 associada \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da qualidade de vida. 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