{"id":1224,"date":"2026-08-24T06:40:05","date_gmt":"2026-08-24T06:40:05","guid":{"rendered":"https:\/\/glennruscoe.physio\/newswebsite2\/2026\/08\/24\/uma-revisao-sistematica-constatou-que-para-adultos-que-sofreram-acidente-vascular-cerebral-avc-a-terapia-de-movimento-induzido-por-restricao-modificada-mcimt-pode-melhorar-a-funcao-do-membro-sup\/"},"modified":"2026-08-24T06:40:05","modified_gmt":"2026-08-24T06:40:05","slug":"uma-revisao-sistematica-constatou-que-para-adultos-que-sofreram-acidente-vascular-cerebral-avc-a-terapia-de-movimento-induzido-por-restricao-modificada-mcimt-pode-melhorar-a-funcao-do-membro-sup","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glennruscoe.physio\/newswebsite2\/2026\/08\/24\/uma-revisao-sistematica-constatou-que-para-adultos-que-sofreram-acidente-vascular-cerebral-avc-a-terapia-de-movimento-induzido-por-restricao-modificada-mcimt-pode-melhorar-a-funcao-do-membro-sup\/","title":{"rendered":"Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica constatou que, para adultos que sofreram acidente vascular cerebral (AVC), a terapia de movimento induzido por restri\u00e7\u00e3o modificada (mCIMT) pode melhorar a fun\u00e7\u00e3o do membro superior em compara\u00e7\u00e3o com a terapia convencional"},"content":{"rendered":"<div class=\"wprt-container\">\n<p>Aproximadamente 55% a 75% das pessoas apresentam redu\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o do membro superior ap\u00f3s um AVC. A mCIMT envolve o uso intensivo do membro afetado ao longo de v\u00e1rias semanas, enquanto restringe o uso do membro n\u00e3o afetado. Realiza-se um treinamento intensivo, repetitivo e espec\u00edfico para a tarefa, utilizando apenas o membro afetado. A mCIMT difere da CIMT convencional por seguir protocolos menos r\u00edgidos e permitir a otimiza\u00e7\u00e3o do tempo e da intensidade do treinamento. \u00c9 frequentemente utilizada em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 terapia convencional ou em combina\u00e7\u00e3o com ela.<\/p>\n<p>Esta revis\u00e3o sistem\u00e1tica teve como objetivo estimar os efeitos da mCIMT, em compara\u00e7\u00e3o com a terapia convencional, na fun\u00e7\u00e3o do membro superior de pessoas que sofreram AVC, independentemente do tempo de evolu\u00e7\u00e3o da les\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 23 de maio de 2024, foi realizada uma busca em cinco bases de dados por ensaios cl\u00ednicos randomizados (ECRs) publicados em ingl\u00eas e chin\u00eas. Os estudos eleg\u00edveis inclu\u00edam adultos (18 anos ou mais) com AVC de qualquer tipo e tempo de evolu\u00e7\u00e3o. A interven\u00e7\u00e3o consistiu na mCIMT, e o grupo controle recebeu terapia convencional.<\/p>\n<p>O desfecho prim\u00e1rio foi a fun\u00e7\u00e3o, mensurada por meio da Avalia\u00e7\u00e3o de Membro Superior de Fugl-Meyer. A sele\u00e7\u00e3o dos estudos e a avalia\u00e7\u00e3o do risco de vi\u00e9s \u2014 utilizando a ferramenta *Cochrane Risk of Bias* 2.0 \u2014 foram realizadas por dois autores. A certeza da evid\u00eancia foi avaliada pelo sistema GRADE (*Grading of Recommendations, Assessment, Development, and Evaluation*). Uma meta-an\u00e1lise agregou os estudos, utilizando gr\u00e1ficos de floresta (*forest plots*) para sumariz\u00e1-los e compar\u00e1-los. As estimativas de efeito foram quantificadas pelo *g* de Hedges.<\/p>\n<p>Dezesseis estudos envolvendo 612 participantes foram inclu\u00eddos na revis\u00e3o. O risco geral de vi\u00e9s foi baixo em 3 estudos, apresentou algumas preocupa\u00e7\u00f5es em 10 estudos e foi alto em 3 estudos.<\/p>\n<p>Dez estudos, incluindo 422 participantes, foram inclu\u00eddos na meta-an\u00e1lise. Os participantes tinham idades entre 39 e 94 anos e apresentavam acidente vascular cerebral (AVC) na fase aguda (2 estudos), cr\u00f4nica (5 estudos) ou com cronicidade n\u00e3o especificada (3 estudos). As interven\u00e7\u00f5es variaram de 30 a 180 minutos, com frequ\u00eancia de 3 a 7 dias por semana, durante 2 a 12 semanas.<\/p>\n<p>Houve evid\u00eancia de baixa certeza de que a mCIMT pode melhorar a fun\u00e7\u00e3o do membro superior em compara\u00e7\u00e3o com a terapia convencional (*g* de Hedges: 1,25; IC 95%: 0,53 a 1,96; n: 422; 10 estudos; I\u00b2 = 90%). Foram realizadas an\u00e1lises de subgrupos quanto ao tipo de AVC, dura\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, momento da interven\u00e7\u00e3o e dura\u00e7\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o foram relatados testes para verificar diferen\u00e7as entre os subgrupos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o AVC, a mCIMT pode melhorar a fun\u00e7\u00e3o do membro superior em compara\u00e7\u00e3o com a terapia convencional. Isso fornece evid\u00eancias de que a mCIMT poderia ser utilizada ap\u00f3s o AVC.<\/p>\n<p>Liu J, Wang Z, Wang C, Zhang Y. Interventional effects of modified constraint-induced movement therapy on upper limb function in patients who had a stroke: systematic review and meta-analysis. <em>BMJ Open<\/em>. 2025. 15: e094309. doi: 10.1136\/bmjopen-2024-094309 1<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/search.pedro.org.au\/search-results\/record-detail\/83991\">Leia mais na PEDro<\/a>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-27921\" src=\"https:\/\/pedro.org.au\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Liu-2025-Portuguese-212x300.png\" alt=\"\" width=\"521\" height=\"737\" \/><\/p>\n<\/div>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/pedro.org.au\/portuguese\/uma-revisao-sistematica-constatou-que-para-adultos-que-sofreram-acidente-vascular-cerebral-avc-a-terapia-de-movimento-induzido-por-restricao-modificada-mcimt-pode-melhorar-a-funcao-do-membro-sup\/\">Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica constatou que, para adultos que sofreram acidente vascular cerebral (AVC), a terapia de movimento induzido por restri\u00e7\u00e3o modificada (mCIMT) pode melhorar a fun\u00e7\u00e3o do membro superior em compara\u00e7\u00e3o com a terapia convencional<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/pedro.org.au\/\">PEDro<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aproximadamente 55% a 75% das pessoas apresentam redu\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o do membro superior ap\u00f3s um AVC. 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