{"id":1188,"date":"2026-05-25T03:47:21","date_gmt":"2026-05-25T03:47:21","guid":{"rendered":"https:\/\/glennruscoe.physio\/newswebsite2\/2026\/05\/25\/uma-revisao-sistematica-constatou-que-a-atividade-fisica-e-o-exercicio-melhoram-a-qualidade-de-vida-e-podem-reduzir-a-dor-e-os-sintomas-psicologicos-em-mulheres-com-endometriose\/"},"modified":"2026-05-25T03:47:21","modified_gmt":"2026-05-25T03:47:21","slug":"uma-revisao-sistematica-constatou-que-a-atividade-fisica-e-o-exercicio-melhoram-a-qualidade-de-vida-e-podem-reduzir-a-dor-e-os-sintomas-psicologicos-em-mulheres-com-endometriose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glennruscoe.physio\/newswebsite2\/2026\/05\/25\/uma-revisao-sistematica-constatou-que-a-atividade-fisica-e-o-exercicio-melhoram-a-qualidade-de-vida-e-podem-reduzir-a-dor-e-os-sintomas-psicologicos-em-mulheres-com-endometriose\/","title":{"rendered":"Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica constatou que a atividade f\u00edsica e o exerc\u00edcio melhoram a qualidade de vida e podem reduzir a dor e os sintomas psicol\u00f3gicos em mulheres com endometriose"},"content":{"rendered":"<div class=\"wprt-container\">\n<div class=\"ewa-rteLine\">Esta revis\u00e3o sistem\u00e1tica teve como objetivo estimar a seguran\u00e7a e os efeitos da atividade f\u00edsica e do exerc\u00edcio, em compara\u00e7\u00e3o com o tratamento usual ou convencional, sobre a qualidade de vida, a dor, a sa\u00fade mental e outros desfechos relacionados em mulheres com endometriose, uma condi\u00e7\u00e3o inflamat\u00f3ria cr\u00f4nica associada \u00e0 dor p\u00e9lvica e \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da qualidade de vida.<\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\"><\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\"><strong><span>M\u00e9todos<\/span><\/strong><\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\"><\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\">Foi realizada uma busca bibliogr\u00e1fica nas bases de dados PubMed, Medline, Embase, Cochrane Library e Web of Science, desde o in\u00edcio at\u00e9 maio de 2024. Apenas ensaios cl\u00ednicos randomizados (ECRs) foram inclu\u00eddos. Os estudos eleg\u00edveis envolveram mulheres diagnosticadas com endometriose e compararam qualquer interven\u00e7\u00e3o estruturada de atividade f\u00edsica ou exerc\u00edcio (por exemplo, exerc\u00edcio aer\u00f3bico, ioga, treinamento de resist\u00eancia ou t\u00e9cnicas de relaxamento) com o tratamento usual ou convencional. O desfecho prim\u00e1rio foi a qualidade de vida. Os dados foram sintetizados utilizando o Review Manager 5.4, com os efeitos agrupados expressos como diferen\u00e7as m\u00e9dias ponderadas (DMP) e intervalos de confian\u00e7a (IC) de 95%. A heterogeneidade foi avaliada utilizando a estat\u00edstica I\u00b2, e modelos de efeitos fixos foram aplicados quando apropriado. O risco de vi\u00e9s foi avaliado utilizando a ferramenta de risco de vi\u00e9s da Cochrane. A certeza da evid\u00eancia n\u00e3o foi avaliada.<\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\"><\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\"><span>Resultados \u2013 Ensaios inclu\u00eddos<\/span><\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\"><\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\">Seis ensaios cl\u00ednicos randomizados (ECR) envolvendo um total de 251 participantes foram inclu\u00eddos. Os estudos foram conduzidos em diversos pa\u00edses, incluindo Espanha, Brasil, Austr\u00e1lia, Su\u00e9cia, China e Estados Unidos. Os tamanhos das amostras variaram de 19 a 100 participantes, e as interven\u00e7\u00f5es variaram consideravelmente em tipo, intensidade e dura\u00e7\u00e3o (de 48 horas a 12 meses). As interven\u00e7\u00f5es inclu\u00edram exerc\u00edcios aer\u00f3bicos, ioga, alongamento, exerc\u00edcios de estabiliza\u00e7\u00e3o lombop\u00e9lvica, relaxamento muscular progressivo e programas de telessa\u00fade ou realidade virtual. Apenas dois ECR (n = 71 participantes) apresentaram homogeneidade suficiente na apresenta\u00e7\u00e3o dos desfechos para serem inclu\u00eddos na metan\u00e1lise. A qualidade metodol\u00f3gica geral foi vari\u00e1vel, sendo as limita\u00e7\u00f5es mais comuns a apresenta\u00e7\u00e3o incompleta dos desfechos e a aus\u00eancia de cegamento.<\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\"><\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\"><span><strong>Resultados \u2013 Desfecho<\/strong><\/span><\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\"><\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\">A metan\u00e1lise de dois ensaios (n = 71) demonstrou melhorias significativas em m\u00faltiplos dom\u00ednios da qualidade de vida, mensurados pelo Endometriosis Health Profile-30 (em uma escala de 0 a 100). Especificamente, redu\u00e7\u00f5es significativas (indicando melhora) foram observadas no dom\u00ednio da dor (DMP -20,22; IC 95% -30,25 a -10,18; p &lt; 0,0001; I\u00b2 = 0%, n=64), no dom\u00ednio do controle e da impot\u00eancia (DMP -23,07; IC 95% -31,59 a -14,45; p &lt; 0,00001; I\u00b2 = 0%, n=63) e no dom\u00ednio do bem-estar emocional (DMP -14,35; IC 95% -24,62 a -4,08; p = 0,006; I\u00b2 = 9%, n=63). N\u00e3o houve efeitos estatisticamente significativos nos dom\u00ednios da autoimagem (p = 0,09) ou do apoio social (p = 0,17). Estudos individuais relataram melhorias na intensidade da dor (por exemplo, menores pontua\u00e7\u00f5es na escala visual anal\u00f3gica em interven\u00e7\u00f5es com ioga), sa\u00fade mental (p &lt; 0,001 em um ensaio cl\u00ednico) e fun\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos do assoalho p\u00e9lvico e densidade mineral \u00f3ssea. No entanto, os resultados para dor foram inconsistentes entre os estudos, com alguns ensaios cl\u00ednicos n\u00e3o mostrando diferen\u00e7as estatisticamente significativas entre os grupos.<\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\"><\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\">N\u00e3o foram relatados eventos adversos.<\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\"><\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\"><span>Conclus\u00e3o<\/span><\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\"><\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\">A atividade f\u00edsica e o exerc\u00edcio parecem conferir benef\u00edcios significativos para mulheres com endometriose, particularmente na melhoria da qualidade de vida em dom\u00ednios-chave como dor, bem-estar emocional e controle percebido. Houve algumas evid\u00eancias de benef\u00edcios para dor, sa\u00fade mental, fun\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos do assoalho p\u00e9lvico e sa\u00fade \u00f3ssea. No entanto, a for\u00e7a das evid\u00eancias \u00e9 limitada pelo pequeno tamanho das amostras, heterogeneidade nas interven\u00e7\u00f5es e medidas de desfecho e limita\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas. Mais ensaios cl\u00ednicos randomizados (ECR) de alta qualidade e com poder estat\u00edstico adequado, com desfechos padronizados e acompanhamento mais longo, s\u00e3o necess\u00e1rios para fortalecer as recomenda\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas.<\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\"><\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\">Xie M, Qing X, Huang H, Zhang L, Tu Q, Guo H, Zhang J. The effectiveness and safety of physical activity and exercise on women with endometriosis: A systematic review and meta-analysis. <em>PLoS ONE<\/em>. 2025;20(2):e0317820.<\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\"><\/div>\n<div class=\"ewa-rteLine\"><a href=\"https:\/\/search.pedro.org.au\/search-results\/record-detail\/82545\">Leia mais no PEDro<\/a>.<\/div>\n<\/div>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/pedro.org.au\/portuguese\/uma-revisao-sistematica-constatou-que-a-atividade-fisica-e-o-exercicio-melhoram-a-qualidade-de-vida-e-podem-reduzir-a-dor-e-os-sintomas-psicologicos-em-mulheres-com-endometriose\/\">Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica constatou que a atividade f\u00edsica e o exerc\u00edcio melhoram a qualidade de vida e podem reduzir a dor e os sintomas psicol\u00f3gicos em mulheres com endometriose<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/pedro.org.au\/\">PEDro<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta revis\u00e3o sistem\u00e1tica teve como objetivo estimar a seguran\u00e7a e os efeitos da atividade f\u00edsica e do exerc\u00edcio, em compara\u00e7\u00e3o com o tratamento usual ou convencional, sobre a qualidade de vida, a dor, a sa\u00fade mental e outros desfechos relacionados&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"_ti_tpc_template_sync":false,"_ti_tpc_template_id":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-1188","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-physio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/glennruscoe.physio\/newswebsite2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1188","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/glennruscoe.physio\/newswebsite2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/glennruscoe.physio\/newswebsite2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/glennruscoe.physio\/newswebsite2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1188"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/glennruscoe.physio\/newswebsite2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1188\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/glennruscoe.physio\/newswebsite2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/glennruscoe.physio\/newswebsite2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/glennruscoe.physio\/newswebsite2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}